A narrativa gira em torno da figura emblemática de Maria Padilha, entidade presente nas tradições afro-brasileiras, especialmente cultuada como pombagira das encruzilhadas — símbolo de caminhos, poder, sensualidade, resistência e saberes ancestrais.
A proposta coloca Maria Padilha como uma força feminina poderosa, resistente e transgressora, que atravessa tempos e mitologias, transformando o Samba em espaço de afirmação da ancestralidade, da espiritualidade e do protagonismo feminino.
O samba-enredo também enfatiza esse lugar de resistência e liberdade da mulher, celebrando a energia vital, a autonomia e as histórias que muitas vezes foram apagadas ou negadas ao longo da história.
🎉 No desfile da sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a Jucutuquara foi a terceira escola a cruzar a passarela do Sambão do Povo, atrás de Pega no Samba e Novo Império.
➡️ A apresentação foi marcada por forte impactação visual e emocional:
• Grandiosidade e cores: carros alegóricos imponentes, fantasias vibrantes e coreografias sincronizadas chamaram atenção ao longo de toda a avenida.
• Narrativa teatral: a história de Maria Padilha foi representada com simbolismos, figurinos e sequências que dialogaram com espiritualidade e ancestralidade.
• Símbolos fortes: uma coruja gigante — ícone associado ao imaginário da escola — foi destaque e chamou a atenção já na entrada da apresentação.
• Protagonismo feminino: o desfile celebrou o feminino como força de sabedoria e mudança, com encenações que reforçaram a potência de mulheres que rompem silêncios e limites sociais.
O público reagiu com entusiasmo, incentivando a escola com gritos de “É fogo!” e aplausos constantes, numa passagem que conquistou energia e emoção desde o início até o fim.
🥁 A Jucutuquara levou cerca de 1.400 componentes divididos em várias alas e carros alegóricos, explorando a beleza visual e a narrativa do enredo com grande envolvimento coletivo.

























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